segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Nunca mais...

Nunca mais escrevi... Nunca mais assisti a um filme que me deixasse pensando por dias... Nunca mais ouvi uma música e disse “essa foi feita pensando em mim”... Nunca mais li um bom livro... Será que isso ainda existe?

Nunca mais tomei banho de chuva... Nunca mais cai de corpo inteiro no mar... Nunca mais me deitei numa rede, assim, só pra namorar... Nunca mais...

Nunca mais fui a um circo... Nunca mais cantei... E, acredite, nunca mais brinquei, joguei ou uma travessurinha que seja... Nada, nada...

Nunca mais chupei seriguela até desbotar os dentes, nunca mais comi pamonha até me empanturrar... Nunca mais sai da dieta e mesmo assim não paro de engodar... Porque será?

Então, um dia acordo assim... Com saudade de mim.

Mas a vida é assim: ou você a desfruta, ou ela que te consome.

É tanta coisa pra fazer: Dormir bem, acordar disposto, trabalhar, estudar... Aah, e não se esqueça de malhar... Reserve um tempo para os amigos, mas não vá esquecer a família... Nos intervalos, alimente-se bem, beba bastante água e, se sobrar algum tempo, divirta-se.

E nunca mais perca seu tempo divagando sobre tanta besteira...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A mudança é a única constante... GA

Toda célula do corpo humano se regenera. Em média, a cada 7 anos. Como cobras, da nossa maneira, nós mudamos de pele... Biologicamente, somos novas pessoas.

Quando dizemos coisas como “as pessoas não mudam”, deixamos os cientistas loucos. Porque a mudança é literalmente a única constante da ciência.

Energia... Matéria... Estão sempre mudando. Transformando-se... Fundindo-se... Crescendo... Morrendo.

O modo como as pessoas tentam não mudar que não é natural. Como queremos que as coisas voltem, em vez de aceitarmos. Como nos prendemos a velhas memórias, em vez de criarmos novas.

O modo como insistimos em acreditar, apesar de todas as provas contrárias, de que algo nessa vida é permanente.

A mudança é constante.

Como experimentamos a mudança... Depende de nós.

Pode parecer a morte... Ou uma segunda chance.

Se relaxarmos os dedos... Nos desapegar... Irmos em frente... Pode ser adrenalina pura.

Como se a qualquer momento tivéssemos uma nova chance. Como se a qualquer momento... Pudéssemos nascer de novo.

domingo, 4 de julho de 2010

I AMesterdam...

Você escuta muitas lendas sobre Amsterdam... E depois de conhecê-la, você começa a acreditar que todas são verdades. A cidade toda é uma loucura!!! Amsterdam é a cidade mais densamente povoada da Europa. E você já percebe isso logo ao sair da estação... O trânsito todo é uma confusão de gente, carros, trens, bondes, motos e bicicletas... Muitas bicicletas... Elas têm até sistema de sinalização próprio. Tudo bem que o nosso Hostel ficava no lado boêmio da cidade... Mas não precisava ser um bar... O local não deixa a desejar pra o mais animado dos pubs ingleses... Tudo bem... Combina com a cidade e quem ta na chuva é pra se molhar. Dividimos nosso apertado quarto com mais seis norte americanos que viajavam aos pares... Que além de muito simpáticos tomam banho regularmente (Graças a Deus... porque o quarto além de apertado era com ar condicionado). Pelo clima do hostel, o café da manhã decepcionou... Pensei que fossem servi cerveja com batata frita... Mas não... Fora a tolerância até um pouco mais tarde e a água gelada para os ressacados, o café da manhã foi convencional, pude comer meu sanduiche de presunto e queijo com geléia (Que eu estranhei no começo, mas agora estou viciada... se você nunca comeu, indico que prove). A Red Zone é mesmo uma atração da cidade, muita gente vai lá só para conhecer e muita gente vai para usufruir. O que me espanta... Como é que aquele povo consegue concentração sabendo que depois da cortina tem uma multidão de gente passando??? Eu, sinceramente, não sei... Mas o que me espantou mais foi o exagero de plástica de algumas profissionais expostas nas vitrines... Não, não é despeita de mulher... Têm algumas muito bonitas, sim... Mas a quantidade de meninas deformadas pelo exagero de intervenções cirúrgicas é de assustar. Passei por todas as cidades anteriores imaginando como seria levar meus filhotes até lá... Para quais lugares levaria e o que falaria... Mas, sinceramente, não consigo visualizar essa imagem aqui... Por mais liberal que eu possa ser, seria muito difícil explicar certas coisas. A prostituição e maconha liberada são somente os pretextos para que jovens do mundotodo venham sua “Crazy Night”... O estado de adrenalinas deles dispensaria qualquer alucinógeno... Mas nada que uma hora de bebida grátis não possa piorar, o que é oferta de muito bares. Existem umas figuras que parecem ter vindo uma vez, gostado e nunca mais foram embora... Vivendo num estado de lombra eterna. Aqui o meu problema de querer conhecer a vida noturna das cidades foi resolvido (O próprio Hostel, já era um dos lugares mais animados)... E mesmo sem provar os três grandes atrativos da cidade (bebida, cigarro e sexo) me divertir bastante. O holandês é um idioma tão infeliz, que nem os holandeses falam... Você consegue se comunicar em inglês normalmente... Quer dizer, quem sabe falar inglês, porque o meu é péssimo (Vou tentar melhorar, prometo!!!). A cidade também tem belezas... Não é só muvuca... Dezenas de museus se espalham pela cidade, com os mais variados temas (cuidado que alguns são tão discretos que podem passar despercebidos para os mais desatentos); belos parques e as charmosas casas barco. Não deu pra conhecer a Casa da Anne Frank, porque as filas estavam impossíveis. Sem nenhuma culinária típica (não me atrevi a comer o tal bolo de Canabis) os restaurantes argentinos fazem sucesso... E não resistimos à saudade de uma boa carne assada. Enfim, Amsterdam é uma cidade linda e que vale a pena ser visitada, mas venha com a mente bem aberta... E a única mensagem que ela conseguiu me passar foi que “Todo mundo merecer viver uma Crazy Night, pelo menos uma vez na vida”. A famosa casa barco...

Bruges... Cruzes!!!



Bruges é uma cidadezinha medieval cheia de pequenas ruas estreitas que mais parecem formar labirintos... A probabilidade de se perder é enorme, mas a cidade é tão pequena que isso nem chega a ser um problema.

Aqui se acredita em Bruxas, Fadas, Gnomos e Duendes e eles estão incorporados ao artesanato.

A cidade se esforça para deixar um clima mágico no ar... a maioria dos passeios são idealizados para uma programação a dois, são: passeios de charrete, de barco, praças do beijo e tudo parece meio bucólico.

A possibilidade do passeio de balão chamou nossa atenção, mas com o custo de 160 euros vai ter que ficar para a próxima.

Ficamos em Hotel pela primeira vez (e única, segundo a programação)... Camas ao invés de beliches (finalmente!!!), banheiro individual e, como nada é perfeito, uma escada no melhor estilo “Hitchcock”... Acho que deve ser padrão por aqui, já que todas construções parecem ser muito antigas.

A influência holandesa é forte por aqui... Do artesanato ao idioma (o que eu não entendo... como alguém pode querer falar holandês??? Como diz o André “holandês é F...”)

Penamos um pouco para encontrar um lugar onde pudéssemos assistir ao jogo, encontramos um barzinho onde, fora o barman (que com certeza não era da cidade), ninguém parecia saber que o maior campeonato de futebol estava se passando... Mas valeu, o importante é que o Brasil venceu.

Depois foi que descobrimos que a ala agitada da cidade ficava do outro lado... Como toda cidade universitária, o que não falta são jovens e um pouco de diversão... O lugar parecia muito animado... No entanto, eu pareço ser a única com vontade de conhecer as cidades mesmo depois que o sol se põe... Bruges me lembrou muito aquela agitação de cidade de interior (que por razões óbvias... eu adoro!!!)... mas fui voto vencido e voltamos pra casa para descansar.

A única mensagem que a cidade me passou foi muita saudade de casa.

P.S. Inauguramos o nosso Euroail (Uma espécie de PASS CARD para os trens internacionais)... Muito prático e conveniente, ele ainda dá direito a primeira classe nos trens... Talvez uma viagem em segunda classe possa sair mais barato... Mas vai por mim, você vai precisar do conforto e do espaço da primeira classe para repor as energias.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Babel... Brussels


Bruxelas começou meio morna... Mas convenhamos, é difícil alguma coisa parecer interessante depois de Londres!!!

Mas como cada canto tem seu encanto, a capital da Bélgica também tem seu pedacinho de Mundo que é só dela. A começar pelo seu comportamento...

Ela começa te assustando... Vários cartazes anunciando que é proibido “pickpocket” deixam a impressão que a cidade é cheia de ladrões, mas é justamente o contrário... Eles parecem nunca ter tido contato com esse tipo de gente... Blocos de mármore e ferramentas abandonados depois de um dia de construção, você entra e sai do metrô sem nenhum sistema de roletas ou fiscalização... Até as bicicletas, alugadas no restante do mundo, aqui são grátis.

Você pode ir de um monumento a outro andando... Eles não são tão ostentosos quantos os originais, mas valem a pena de serem vistos... Mas o que vale a pena mesmo ver é a explicação de porque Bruxelas é a sede das Nações Unidas... A cidade é uma Babel Contemporânea... Nunca vi tantos idiomas convivendo tão simultaneamente... Você pede informação em inglês, te respondem em francês e ainda pode comprar um sorvete em italiano. As pessoas já conversam normalmente misturando os idiomas... Sério, sem exagero, até os pedintes são poliglotas, eles pedem em pelos menos inglês e francês.


A cidade recebeu melhor as comunidades Árabes e Africanas... Ao contrário do visto na outras cidades, eles não ficam a margem, mas sim se integram muito bem a população nativa... Desfilam em seus carrões e com suas musicas alta numa boa.

E por falar em carro... Os carros tiveram o designer mais familiar até agora... Embora o nome possa variar algumas vezes, as características são bem parecidas... Vi até um “Fiesta” parecido com o meu Festeiro.

Mas o que eu gostei mesmo de ver... Aliás, ouvir... Foi o quanto eles gostam de música e tem de todas as nacionalidades... Aqui eu escutei um funk árabe em francês... A música está por todo lugar... Entrei no metrô ouvindo Dido e sair ouvindo Shakira, é ou não é prefeito??!!!

Foi um ótimo passeio, embora cansativo... Se você pensa em viajar a Europa dois conselhos: Primeiro venha no Verão, o dia de 16h te permite ver vários lugares e estender o período de passeios e Segundo (e não menos importante) se prepare fisicamente, as horas de caminhada mais o translado com sobe e desce de bagagem pode te esgotar fisicamente.

Deixamos pra conhecer os grandes ícones da cidade no segundo dia. Fomos ao Parlamento Europeu, um lindo prédio. Depois, nos deslocamos até a “Graça Praça” onde se aglomera mais três pontos de visitação: o prédio da bolsa (cheio de leõezinhos, pra variar!!!), a Catedral e, é claro, o meninozinho mijão... Que não estava usando nenhuma peça do seu vasto guarda roupa, mas não menos gracinha... Apesar de ser bem menor do que eu pensava. Vi peça em chocolates bem maiores.


Por falar em chocolate... É em torno da Grande Praça que se concentra o centro de compras da cidades, exibindo os outros ícones da cidade: a cerveja, o artesanato e os CHOCOLATES. É uma verdadeira Chocopolis... Têm de todos os tamanhos, formatos e sabores... Acho que engordei uns dois quilos só de olhar as vitrines. Só pra piorar a situação, o prato típico da cidade é uma obra prima feita com wafer, creme (que pode ser substituído por sorvete) e frutas (em geral, morango e banana)... Uma deliciosa tortura, não acham?!

A mensagem que cidade me passou foi que você pode aceitar as diferenças dos outros sem perder as suas características... Você só precisa aprender que diferente não é errado, é só não igual!

E vamos a Bruges!!!!

A minha Londres...

Tanta coisa pra dizer de Londres que, sinceramente, não sei nem por onde começar. Bom que tal começar dizendo que, como toda grande história de amor, o meu caso com Londres começou antipático... Uma Senhora implicou comigo no Eurostar, depois duas horas de caminhada no melhor estilo perdidos em Londres e quando (FINALMENTE!!!) encontramos o Hostel (Astor Hostel), nada como uma subida ao quarto andar sem elevador. A minha conciliação com a cidade só começou mais tarde. Quando depois de provar o mais típico prato inglês, o “Fish and Chips” (muito bom por sinal!), podemos enfim descansar esparramados sobre a grama do Green Park. Talvez se tivesse visitado Londres em qualquer outra época do ano a impressão fosse diferente, mas pegamos o Londrino todo animado como os primeiros dias de verão. Então, os parques estão lotados, cheios de gente circulando, tomando banho de sol, praticando algum esporte ou simplesmente tomando um bom vinho com os amigos... Você ainda consegue ver esquilinhos e pombos transitando tranquilamente... A visão lembra aquelas últimas páginas de Bíblia ilustrada... Aqueeelas que mostram como é o paraíso. Não sei vocês, mas meu conceito de paraíso é muito próximo do que conheci aqui... Acrescentaria só algumas pessoas, porque o lugar já é perfeito. Mas a beleza da cidade não fica por aí... O trânsito é inacreditável para um grande centro como esse... Embora constante muito tranqüilo e organizado... A mão da direção é para a direita, é verdade, mas nada que letreiros como “LOOK RIGHT” e “TURN LEFT” não resolvam. E nada de Minis... o que você por aqui são carrões com um "ÕES" bem grandão... Ferraris, BMWs e modelos da Ford que nunca vi no Brasil. As ruas são incrivelmente limpas... E aqui vale uma observação: não é que haja muitas lixeiras, você pode ter que andar bastante até encontrar uma, mas a população é educada suficiente para fazê-lo. O carro que faz a limpeza da rua é só uma das maquininhas incríveis que você pode encontrar em Londres e que a todo o momento te fazem pensar “Como não pensaram nisso antes?”. O nosso passeio começou pelo Palácio de Buckingham, onde assistimos a troca da guarda iniciada pontualmente às 11H... Mais um evento que perde um pouco com a bagunça da multidão... A quem interessar possa, brasileiro é brasileiro, conseguimos um sorrisinho de um guardinha emplumado. Há muitas coisas lindas pra se ver em Londres: os palácios, os parques, os museus (merecendo destaque para a Galeria Nacional, um dos poucos lugares com exibição gratuita e nem por isso menos rico em obras), o Big Ben, o rio Tâmisa, a capela de Saint Poul, a London Tower e a Tower Bridge (onde são contados importantes trechos da história da Inglaterra). Visitamos todos... agora as grandes atrações da cidade fica impossível de visitar com tempo curto, as filas enooormes para lugares como o London Eye, Aquarium Sea e Madame Thursay... Só deu mesmo pra conhecer o Museu dos Horrores. Nem por isso menos interessante... Eles encontraram formas criativas e interessantes para contar partes macabras de sua história como: Jack Estripador, o grande incêndio de 1666, déspotas bizarros e torturas. Aqui o sistema de metrô, mais simples e tão eficiente quanto o francês, nos permitiu dispensar o ônibus do sobe-desce... mas ainda é uma boa opção pra quem tiver interesse. Foi a nossa primeira experiência com quarto coletivo. Alguns companheiros de quarto simpáticos outros não... Mas vale pela experiência... Aprendi, por exemplo, que os italianos em geral dormem só de cueca e que os europeus não são mesmo chegando a banho: “se você toma banho pela manhã, pra que tomar a noite?”. Não importa o que você tenha feito nesse meio tempo... O que associado aos dias mais quentes de verão, pode deixar alguns indivíduos meio mal cheirosos. Mas não são todos, só a maioria... Mesmo assim é uma pena, eles são tão bonitinhos e arrumadinhos, mas quando se aproximam para um bate papo não dá pra ficar muito próximo. Aqui em Londres conhecemos o nosso mais novo amigo de infância... o Julio... Um italiano que adora o Brasil... Aliás, a Europa adora o Brasil... Estamos mesmo na moda, é só falar que é brasileiro que se ganha um monte de simpatia... tem até umas falsificações por aí!!! Fazer o quê, não é?? Tudo que é bom tende a ser copiado. Foi à beira do Rio Tamis e ao lado do London Eye que vivenciamos, talvez, o momento mais marcante da cidade... Uma guria com o visual a La Jenis Jople, mas com uma voz com uma mistura de doçura e força, cantando belíssimas canções e ainda com o pôr do sol ao fundo... Foi de arrepiar até a alma... Duas filosofias descrevem o comportamento do Londrino: o “Take away” e o “Stand on the right”. O primeiro é o compre aqui e coma onde quiser, o que podia parecer antipático se não fosse a grande quantidade de parques e praças aconchegantes onde você pode ao invés de simplesmente almoçar, improvisar um piquenique. É mania nacional e eu já aderir... Os sanduiches, saladas e sushis prontos pra levar vão me deixar muito mal acostumada. E o Segundo se encaixa perfeitamente com as duas características fortes do londrino, a organização e a pressa, mantendo-se a direita você organiza o fluxo de transeuntes e permite que os mais apressados te ultrapassem sem problema... E eles estão sempre correndo, não param nem na escada rolante. A Clau chegou a comentar que achar contraditório correr tanto pra depois ficar estendido nos parques... Eu acho que faz sentido... Tempo é vida... Cada minuto é irrecuperável... Então, vale a pena corre durante o inevitável e curtir quando possível. Os Londrinos são muito formais sim, mas muito cortês também. Acho que o Comandante Rolim idealizou a cultura da gentileza em algum passeio por aqui. Confesso-me apaixonada e encantada pela cidade. Sentimentos não se explicam, apenas se sentem ou não... E Londres é inexplicável, mas um trecho de uma música sempre vem a minha mente quando tento explicar: “Você pode me ver do jeito que quiser, Que eu não fazer esforço pra te contrariar. De tantas mil maneiras que eu posso ser, Estou certa que uma delas vai te agradar.” A mensagem que a cidade que deixou é que tudo que você faz bem, você pode fazer melhor!!!

Finalmente, passaporte carimbado!!!!

Enfim, Paris!!!

A primeira impressão de Paris foi de cidade como as outras grandes cidades conhecidas por mim... Tinha muros pixados, trens com barulho estranho, gente bonita, gente estranha, alguns fedidos, outros parecendo ter saído de um catálogo de moda, pedintes e até camelô vendendo DVD pirata. Quando vi a generosa quantidade de carros amassados, logo imaginei que o trânsito daqui também não seria diferente da loucura de Fortaleza... O que foi confirmado mais tarde. Mas as semelhanças acabam por aqui... E as diferenças já começam pelos carros... Eles adoram os minis... Parece que quanto menor, melhor. Os “smarts” são uma gracinha e parecem bem confortáveis para duas pessoas (O que reforça a tese de que os franceses não estão interessados em aumentar a família). Mesmo os modelos Haths parecem ser menores que os fabricados no Brasil... Alguns modelos tipo Perua parecem uns ets circulando pela cidade... E não cheguei a ver um só modelo utilitário trafegando como Pessoa Física. O sistema de baliza deles é interessante... Você vai até bater no carro da frente, depois volta até bater no carro de trás e sai brincado de bate-bate até conseguir entrar ou sair. O hostel “Le Regent” é muito bem localizado e nos permitiu ir andando até a famosa Sacré Cour, uma experiência incrível... Depois de subir toda aquela escadaria, encontrar aquela confusão em forma de multidão de turistas e apreciar a vista privilegiada da cidade... Encontrar um instante de paz durante a missa que se realizava dentro da Capela... Foi indescritível... E olha que eu tenho mais vocação pra Agnóstica do que pra Católica, mas impossível ficar imune a toda aquela beleza e aquele som do órgão ecoando. Paris tem tantas atrações que é impossível de se conhecer tudo em uma única viagem. Rodamos muito por quatro dias e parece que ainda ficou muito por ver. O sistema de metrô é ótimo e ajuda bastante depois que você se adapta ao sistema de conexão entre as linhas, um Bilhete para o dia todo pode sair mais barato pra quem pretende circular bastante. Outro bom meio de transporte pra turista, são os ônibus com o sistema “HOP ON HOP OFF”, onde você pode subir e descer das atrações a vontade. O nosso primeiro passeio foi para o famoso Palácio de Versailles. Toda aquela beleza, aqueles jardins e aquela música celestial foi uma excelente primeira impressão. Não da para ir a Paris sem conhecer a famosa Torre Eiffel, imagina então assistir ao jogo do Brasil contra Costa do Marfim, valendo pela primeira fase da Copa do Mundo, em telão ao lado dela... Muito chique ... Até seria, se depois do jogo, a comunidade africana (muito forte em Paris) não tivesse resolvido realizar uma caçada aos brasileiros... Calma, entre mortos e feridos, escapamos todos sem nenhum arranhão. O mesmo não se pode dizer do nosso conterrâneo Rogério (em todo lugar você acha brasileiro!!!) ele levou um só tapão, mas foi o suficiente para a orelha inchar mais que de lutador de vale tudo. Mas voltemos ao que interessa... Conhecemos o Louvre (claro)... É belíssimo, embora seja difícil se concentrar nas obras de artes com toda aquela multidão de turistas. A Gioconda (ou Monaliza, como preferir) então, nem se fala, é um empurra-empurra com direito a guardinha e cordão de isolamento. Passeamos pela Champs Elisee; passeamos de barco pelo rio Senna; visitamos a Disney, o Hotel dos Invalides, o Parque das plantas (onde fica o grande Museu da Historia Natural); vimos os Obeliscos e nos esparramamos pela grama dos parques para curtir o primeiro dia de sol de verão em Paris. Infelizmente, não deu pra conhecer o Museu D’Orsay... Estava fechado =( Tudo muito bom e vale a pena ser visto e revisto. Da culinária francesa não deu para apreciar os pratos dos grandes chefes... A verba não permite... Só conhecemos seus pães e sanduiches e pude provar um autêntico sushi preparado por um japa com um francês-inglês tão bom quanto o meu. Os franceses são uma atração a parte da cidade: suas roupas, seus jeitos e trejeitos e, principalmente, sua variedade... Aviso as brasileiras, as francesas já assumem seus cachos e deixam a vida despentear... E ao contrário do que me falaram, são muito gentis e simpáticos... Falou que é brasileiro então, só faltam pedi autografo. Ao comprar uma espiga de milho de um camelô na rua, você pode se achar na Avenida Paulista... Mas é só olhar um pouco mais acima, que você vai perceber o charme a mais... Aquele monte de varandinhas com jarrinhos de flores te indica que as pessoas aqui querem algo a mais da vida... O Charme a mais de Paris está nas pessoas e na forma como elas encaram a vida... Essa é a grande mensagem da cidade “A vida vale a pena ser vivida, você só precisa encontrar o seu jeito”. E a viagem está só começando...