domingo, 4 de julho de 2010
I AMesterdam...
Bruges... Cruzes!!!

Bruges é uma cidadezinha medieval cheia de pequenas ruas estreitas que mais parecem formar labirintos... A probabilidade de se perder é enorme, mas a cidade é tão pequena que isso nem chega a ser um problema.
Aqui se acredita em Bruxas, Fadas, Gnomos e Duendes e eles estão incorporados ao artesanato.
A cidade se esforça para deixar um clima mágico no ar... a maioria dos passeios são idealizados para uma programação a dois, são: passeios de charrete, de barco, praças do beijo e tudo parece meio bucólico.
A possibilidade do passeio de balão chamou nossa atenção, mas com o custo de 160 euros vai ter que ficar para a próxima.
Ficamos em Hotel pela primeira vez (e única, segundo a programação)... Camas ao invés de beliches (finalmente!!!), banheiro individual e, como nada é perfeito, uma escada no melhor estilo “Hitchcock”... Acho que deve ser padrão por aqui, já que todas construções parecem ser muito antigas.
A influência holandesa é forte por aqui... Do artesanato ao idioma (o que eu não entendo... como alguém pode querer falar holandês??? Como diz o André “holandês é F...”)
Penamos um pouco para encontrar um lugar onde pudéssemos assistir ao jogo, encontramos um barzinho onde, fora o barman (que com certeza não era da cidade), ninguém parecia saber que o maior campeonato de futebol estava se passando... Mas valeu, o importante é que o Brasil venceu.
Depois foi que descobrimos que a ala agitada da cidade ficava do outro lado... Como toda cidade universitária, o que não falta são jovens e um pouco de diversão... O lugar parecia muito animado... No entanto, eu pareço ser a única com vontade de conhecer as cidades mesmo depois que o sol se põe... Bruges me lembrou muito aquela agitação de cidade de interior (que por razões óbvias... eu adoro!!!)... mas fui voto vencido e voltamos pra casa para descansar.
A única mensagem que a cidade me passou foi muita saudade de casa.
P.S. Inauguramos o nosso Euroail (Uma espécie de PASS CARD para os trens internacionais)... Muito prático e conveniente, ele ainda dá direito a primeira classe nos trens... Talvez uma viagem em segunda classe possa sair mais barato... Mas vai por mim, você vai precisar do conforto e do espaço da primeira classe para repor as energias.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A Babel... Brussels
Bruxelas começou meio morna... Mas convenhamos, é difícil alguma coisa parecer interessante depois de Londres!!!
Mas como cada canto tem seu encanto, a capital da Bélgica também tem seu pedacinho de Mundo que é só dela. A começar pelo seu comportamento...
Ela começa te assustando... Vários cartazes anunciando que é proibido “pickpocket” deixam a impressão que a cidade é cheia de ladrões, mas é justamente o contrário... Eles parecem nunca ter tido contato com esse tipo de gente... Blocos de mármore e ferramentas abandonados depois de um dia de construção, você entra e sai do metrô sem nenhum sistema de roletas ou fiscalização... Até as bicicletas, alugadas no restante do mundo, aqui são grátis.
Você pode ir de um monumento a outro andando... Eles não são tão ostentosos quantos os originais, mas valem a pena de serem vistos... Mas o que vale a pena mesmo ver é a explicação de porque Bruxelas é a sede das Nações Unidas... A cidade é uma Babel Contemporânea... Nunca vi tantos idiomas convivendo tão simultaneamente... Você pede informação em inglês, te respondem em francês e ainda pode comprar um sorvete em italiano. As pessoas já conversam normalmente misturando os idiomas... Sério, sem exagero, até os pedintes são poliglotas, eles pedem em pelos menos inglês e francês.
A cidade recebeu melhor as comunidades Árabes e Africanas... Ao contrário do visto na outras cidades, eles não ficam a margem, mas sim se integram muito bem a população nativa... Desfilam em seus carrões e com suas musicas alta numa boa.
E por falar em carro... Os carros tiveram o designer mais familiar até agora... Embora o nome possa variar algumas vezes, as características são bem parecidas... Vi até um “Fiesta” parecido com o meu Festeiro.
Mas o que eu gostei mesmo de ver... Aliás, ouvir... Foi o quanto eles gostam de música e tem de todas as nacionalidades... Aqui eu escutei um funk árabe em francês... A música está por todo lugar... Entrei no metrô ouvindo Dido e sair ouvindo Shakira, é ou não é prefeito??!!!
Foi um ótimo passeio, embora cansativo... Se você pensa em viajar a Europa dois conselhos: Primeiro venha no Verão, o dia de 16h te permite ver vários lugares e estender o período de passeios e Segundo (e não menos importante) se prepare fisicamente, as horas de caminhada mais o translado com sobe e desce de bagagem pode te esgotar fisicamente.
Deixamos pra conhecer os grandes ícones da cidade no segundo dia. Fomos ao Parlamento Europeu, um lindo prédio. Depois, nos deslocamos até a “Graça Praça” onde se aglomera mais três pontos de visitação: o prédio da bolsa (cheio de leõezinhos, pra variar!!!), a Catedral e, é claro, o meninozinho mijão... Que não estava usando nenhuma peça do seu vasto guarda roupa, mas não menos gracinha... Apesar de ser bem menor do que eu pensava. Vi peça em chocolates bem maiores.

Por falar em chocolate... É em torno da Grande Praça que se concentra o centro de compras da cidades, exibindo os outros ícones da cidade: a cerveja, o artesanato e os CHOCOLATES. É uma verdadeira Chocopolis... Têm de todos os tamanhos, formatos e sabores... Acho que engordei uns dois quilos só de olhar as vitrines. Só pra piorar a situação, o prato típico da cidade é uma obra prima feita com wafer, creme (que pode ser substituído por sorvete) e frutas (em geral, morango e banana)... Uma deliciosa tortura, não acham?!
A mensagem que cidade me passou foi que você pode aceitar as diferenças dos outros sem perder as suas características... Você só precisa aprender que diferente não é errado, é só não igual!
E vamos a Bruges!!!!
A minha Londres...
Finalmente, passaporte carimbado!!!!
Enfim, Paris!!!
A primeira impressão de Paris foi de cidade como as outras grandes cidades conhecidas por mim... Tinha muros pixados, trens com barulho estranho, gente bonita, gente estranha, alguns fedidos, outros parecendo ter saído de um catálogo de moda, pedintes e até camelô vendendo DVD pirata. Quando vi a generosa quantidade de carros amassados, logo imaginei que o trânsito daqui também não seria diferente da loucura de Fortaleza... O que foi confirmado mais tarde. Mas as semelhanças acabam por aqui... E as diferenças já começam pelos carros... Eles adoram os minis... Parece que quanto menor, melhor. Os “smarts” são uma gracinha e parecem bem confortáveis para duas pessoas (O que reforça a tese de que os franceses não estão interessados em aumentar a família). Mesmo os modelos Haths parecem ser menores que os fabricados no Brasil... Alguns modelos tipo Perua parecem uns ets circulando pela cidade... E não cheguei a ver um só modelo utilitário trafegando como Pessoa Física. O sistema de baliza deles é interessante... Você vai até bater no carro da frente, depois volta até bater no carro de trás e sai brincado de bate-bate até conseguir entrar ou sair. O hostel “Le Regent” é muito bem localizado e nos permitiu ir andando até a famosa Sacré Cour, uma experiência incrível... Depois de subir toda aquela escadaria, encontrar aquela confusão em forma de multidão de turistas e apreciar a vista privilegiada da cidade... Encontrar um instante de paz durante a missa que se realizava dentro da Capela... Foi indescritível... E olha que eu tenho mais vocação pra Agnóstica do que pra Católica, mas impossível ficar imune a toda aquela beleza e aquele som do órgão ecoando. Paris tem tantas atrações que é impossível de se conhecer tudo em uma única viagem. Rodamos muito por quatro dias e parece que ainda ficou muito por ver. O sistema de metrô é ótimo e ajuda bastante depois que você se adapta ao sistema de conexão entre as linhas, um Bilhete para o dia todo pode sair mais barato pra quem pretende circular bastante. Outro bom meio de transporte pra turista, são os ônibus com o sistema “HOP ON HOP OFF”, onde você pode subir e descer das atrações a vontade. O nosso primeiro passeio foi para o famoso Palácio de Versailles. Toda aquela beleza, aqueles jardins e aquela música celestial foi uma excelente primeira impressão. Não da para ir a Paris sem conhecer a famosa Torre Eiffel, imagina então assistir ao jogo do Brasil contra Costa do Marfim, valendo pela primeira fase da Copa do Mundo, em telão ao lado dela... Muito chique... Até seria, se depois do jogo, a comunidade africana (muito forte em Paris) não tivesse resolvido realizar uma caçada aos brasileiros... Calma, entre mortos e feridos, escapamos todos sem nenhum arranhão. O mesmo não se pode dizer do nosso conterrâneo Rogério (em todo lugar você acha brasileiro!!!) ele levou um só tapão, mas foi o suficiente para a orelha inchar mais que de lutador de vale tudo. Mas voltemos ao que interessa... Conhecemos o Louvre (claro)... É belíssimo, embora seja difícil se concentrar nas obras de artes com toda aquela multidão de turistas. A Gioconda (ou Monaliza, como preferir) então, nem se fala, é um empurra-empurra com direito a guardinha e cordão de isolamento. Passeamos pela Champs Elisee; passeamos de barco pelo rio Senna; visitamos a Disney, o Hotel dos Invalides, o Parque das plantas (onde fica o grande Museu da Historia Natural); vimos os Obeliscos e nos esparramamos pela grama dos parques para curtir o primeiro dia de sol de verão em Paris. Infelizmente, não deu pra conhecer o Museu D’Orsay... Estava fechado =( Tudo muito bom e vale a pena ser visto e revisto. Da culinária francesa não deu para apreciar os pratos dos grandes chefes... A verba não permite... Só conhecemos seus pães e sanduiches e pude provar um autêntico sushi preparado por um japa com um francês-inglês tão bom quanto o meu. Os franceses são uma atração a parte da cidade: suas roupas, seus jeitos e trejeitos e, principalmente, sua variedade... Aviso as brasileiras, as francesas já assumem seus cachos e deixam a vida despentear... E ao contrário do que me falaram, são muito gentis e simpáticos... Falou que é brasileiro então, só faltam pedi autografo. Ao comprar uma espiga de milho de um camelô na rua, você pode se achar na Avenida Paulista... Mas é só olhar um pouco mais acima, que você vai perceber o charme a mais... Aquele monte de varandinhas com jarrinhos de flores te indica que as pessoas aqui querem algo a mais da vida... O Charme a mais de Paris está nas pessoas e na forma como elas encaram a vida... Essa é a grande mensagem da cidade “A vida vale a pena ser vivida, você só precisa encontrar o seu jeito”. E a viagem está só começando...
A primeira impressão de Paris foi de cidade como as outras grandes cidades conhecidas por mim... Tinha muros pixados, trens com barulho estranho, gente bonita, gente estranha, alguns fedidos, outros parecendo ter saído de um catálogo de moda, pedintes e até camelô vendendo DVD pirata. Quando vi a generosa quantidade de carros amassados, logo imaginei que o trânsito daqui também não seria diferente da loucura de Fortaleza... O que foi confirmado mais tarde. Mas as semelhanças acabam por aqui... E as diferenças já começam pelos carros... Eles adoram os minis... Parece que quanto menor, melhor. Os “smarts” são uma gracinha e parecem bem confortáveis para duas pessoas (O que reforça a tese de que os franceses não estão interessados em aumentar a família). Mesmo os modelos Haths parecem ser menores que os fabricados no Brasil... Alguns modelos tipo Perua parecem uns ets circulando pela cidade... E não cheguei a ver um só modelo utilitário trafegando como Pessoa Física. O sistema de baliza deles é interessante... Você vai até bater no carro da frente, depois volta até bater no carro de trás e sai brincado de bate-bate até conseguir entrar ou sair. O hostel “Le Regent” é muito bem localizado e nos permitiu ir andando até a famosa Sacré Cour, uma experiência incrível... Depois de subir toda aquela escadaria, encontrar aquela confusão em forma de multidão de turistas e apreciar a vista privilegiada da cidade... Encontrar um instante de paz durante a missa que se realizava dentro da Capela... Foi indescritível... E olha que eu tenho mais vocação pra Agnóstica do que pra Católica, mas impossível ficar imune a toda aquela beleza e aquele som do órgão ecoando. Paris tem tantas atrações que é impossível de se conhecer tudo em uma única viagem. Rodamos muito por quatro dias e parece que ainda ficou muito por ver. O sistema de metrô é ótimo e ajuda bastante depois que você se adapta ao sistema de conexão entre as linhas, um Bilhete para o dia todo pode sair mais barato pra quem pretende circular bastante. Outro bom meio de transporte pra turista, são os ônibus com o sistema “HOP ON HOP OFF”, onde você pode subir e descer das atrações a vontade. O nosso primeiro passeio foi para o famoso Palácio de Versailles. Toda aquela beleza, aqueles jardins e aquela música celestial foi uma excelente primeira impressão. Não da para ir a Paris sem conhecer a famosa Torre Eiffel, imagina então assistir ao jogo do Brasil contra Costa do Marfim, valendo pela primeira fase da Copa do Mundo, em telão ao lado dela... Muito chique
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