
Você escuta muitas lendas sobre Amsterdam... E depois de conhecê-la, você começa a acreditar que todas são verdades. A cidade toda é uma loucura!!! Amsterdam é a cidade mais densamente povoada da Europa. E você já percebe isso logo ao sair da estação... O trânsito todo é uma confusão de gente, carros, trens, bondes, motos e bicicletas... Muitas bicicletas... Elas têm até sistema de sinalização próprio. Tudo bem que o nosso Hostel ficava no lado boêmio da cidade... Mas não precisava ser um bar... O local não deixa a desejar pra o mais animado dos pubs ingleses... Tudo bem... Combina com a cidade e quem ta na chuva é pra se molhar.

Dividimos nosso apertado quarto com mais seis norte americanos que viajavam aos pares... Que além de muito simpáticos tomam banho regularmente (Graças a Deus... porque o quarto além de apertado era com ar condicionado). Pelo clima do hostel, o café da manhã decepcionou... Pensei que fossem servi cerveja com batata frita... Mas não... Fora a tolerância até um pouco mais tarde e a água gelada para os ressacados, o café da manhã foi convencional, pude comer meu sanduiche de presunto e queijo com geléia (Que eu estranhei no começo, mas agora estou viciada... se você nunca comeu, indico que prove).

A Red Zone é mesmo uma atração da cidade, muita gente vai lá só para conhecer e muita gente vai para usufruir. O que me espanta... Como é que aquele povo consegue concentração sabendo que depois da cortina tem uma multidão de gente passando??? Eu, sinceramente, não sei... Mas o que me espantou mais foi o exagero de plástica de algumas profissionais expostas nas vitrines... Não, não é despeita de mulher... Têm algumas muito bonitas, sim... Mas a quantidade de meninas deformadas pelo exagero de intervenções cirúrgicas é de assustar. Passei por todas as cidades anteriores imaginando como seria levar meus filhotes até lá... Para quais lugares levaria e o que falaria... Mas, sinceramente, não consigo visualizar essa imagem aqui... Por mais liberal que eu possa ser, seria muito difícil explicar certas coisas. A prostituição e maconha liberada são somente os pretextos para que jovens do mundotodo venham sua “Crazy Night”... O estado de adrenalinas deles dispensaria qualquer alucinógeno... Mas nada que uma hora de bebida grátis não possa piorar, o que é oferta de muito bares. Existem umas figuras que parecem ter vindo uma vez, gostado e nunca mais foram embora... Vivendo num estado de lombra eterna.

Aqui o meu problema de querer conhecer a vida noturna das cidades foi resolvido (O próprio Hostel, já era um dos lugares mais animados)... E mesmo sem provar os três grandes atrativos da cidade (bebida, cigarro e sexo) me divertir bastante. O holandês é um idioma tão infeliz, que nem os holandeses falam... Você consegue se comunicar em inglês normalmente... Quer dizer, quem sabe falar inglês, porque o meu é péssimo (Vou tentar melhorar, prometo!!!).

A cidade também tem belezas... Não é só muvuca... Dezenas de museus se espalham pela cidade, com os mais variados temas (cuidado que alguns são tão discretos que podem passar despercebidos para os mais desatentos); belos parques e as charmosas casas barco. Não deu pra conhecer a Casa da Anne Frank, porque as filas estavam impossíveis. Sem nenhuma culinária típica (não me atrevi a comer o tal bolo de Canabis) os restaurantes argentinos fazem sucesso... E não resistimos à saudade de uma boa carne assada. Enfim, Amsterdam é uma cidade linda e que vale a pena ser visitada, mas venha com a mente bem aberta... E a única mensagem que ela conseguiu me passar foi que “Todo mundo merecer viver uma Crazy Night, pelo menos uma vez na vida”.

A famosa casa barco...
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA pessoa sair do Brasil e levar o nome de desanimado em Amesterdam... sacanagem!
ResponderExcluirMas que vocês estavam desanimados... estavam! rsrs